Tráfego pago para delivery e restaurantes: Meta Ads e Google na prática | DeliveFood

Tráfego pago para delivery e restaurantes: Meta Ads e Google na prática

Por Edson de Almeida Junior · DeliveFood Consultoria · Atualizado em 23/10/2026

Tráfego pago para delivery funciona quando o anúncio leva pessoas que moram dentro do seu raio de entrega até um canal onde elas pedem com facilidade (WhatsApp, cardápio digital ou o próprio iFood), com vídeo curto do produto e um orçamento medido pelo custo por pedido, e não por curtidas. O objetivo mais rentável costuma ser gerar pedidos no canal próprio, onde a loja não paga comissão de marketplace e fica com o contato do cliente para vender de novo. Neste guia, a DeliveFood, consultoria especialista em delivery e em tráfego pago para lojas de comida, que gere mais de 150 marcas ativas no iFood, 99Food e Keeta, mostra quando vale anunciar, como configurar Meta Ads e Google, que métricas acompanhar e como calcular se o anúncio está dando lucro.

Quando vale investir em tráfego pago no delivery

Anúncio amplifica o que já existe. Se a loja tem problema de produto, foto, preço ou operação, o anúncio só faz mais gente descobrir o problema mais rápido. Antes de investir, confira:

  • Produto e operação estáveis: tempo de entrega cumprido, pouca reclamação, padrão de qualidade.
  • Canal de pedido pronto: WhatsApp com atendimento rápido (ou automatizado) e/ou cardápio digital com pagamento online.
  • Preço calculado por canal: você sabe quanto sobra de cada pedido no canal próprio. Veja como precificar por canal e lucro real e custos fixos.
  • Fotos e vídeos de produto de boa qualidade.
  • Capacidade de produção para atender o aumento de pedidos nos horários de pico.

Se todos os pontos estão em ordem, o tráfego pago costuma ser uma das formas mais rápidas de fazer o canal próprio crescer.

Qual objetivo de campanha escolher

ObjetivoOndeQuando usarMétrica principal
Mensagens (clique para WhatsApp)Meta Ads (Instagram e Facebook)Loja que atende e fecha pedidos pelo WhatsAppCusto por conversa e custo por pedido
Vendas / conversões no siteMeta Ads e GoogleLoja com cardápio digital e pixel instaladoCusto por pedido e ROAS
Alcance local / reconhecimentoMeta AdsInauguração, lançamento de produto, marca nova no bairroAlcance e frequência no raio
Pesquisa localGoogle Ads e Perfil da Empresa no GoogleCaptar quem já está procurando (“pizzaria perto de mim”)Custo por clique e custo por pedido
Tráfego para o iFoodMeta AdsLoja nova no iFood que precisa de primeiros pedidos e avaliaçõesPedidos no Portal no período

Evite o objetivo de “engajamento” (curtidas e comentários) quando a meta é vender. O algoritmo entrega para quem curte, não necessariamente para quem pede comida.

Raio e público: anúncio só para quem você consegue entregar

Raio

  • Use o mesmo raio da sua área de entrega, normalmente de 3 a 5 km a partir da loja. Anunciar para quem você não entrega é jogar dinheiro fora.
  • Se a área de entrega tem formato irregular, use vários pontos com raios menores ou selecione bairros e CEPs.
  • Considere taxa de entrega e tempo: bairros onde a taxa é alta convertem menos. Veja como definir a taxa de entrega.

Público

  • Comece amplo dentro do raio, com idade compatível com o seu cliente. No delivery local, o raio já é um filtro forte, e os algoritmos atuais costumam encontrar quem pede melhor do que interesses muito restritos.
  • Públicos personalizados: lista de clientes do WhatsApp, quem interagiu com o Instagram, quem visitou o cardápio digital.
  • Públicos semelhantes a quem já comprou, quando houver volume de dados.
  • Exclua quem comprou nos últimos dias em campanhas de aquisição, e crie campanhas separadas de recompra para essa base.

Horário

Concentre a verba nos horários em que as pessoas decidem o que comer: final da manhã para almoço, fim de tarde e começo da noite para jantar, e reforço em sexta, sábado e domingo para pizzarias e hamburguerias. Anúncio rodando de madrugada para loja fechada é desperdício.

Criativos de comida que vendem

Em delivery, o criativo é o anúncio. Público e orçamento ajudam, mas é o vídeo que faz o dedo parar.

  • Vídeo vertical curto (formato de Reels e Stories), de 8 a 20 segundos.
  • Os primeiros 2 a 3 segundos decidem: comece com o melhor momento (queijo puxando, corte do lanche, calda escorrendo, pizza saindo do forno).
  • Close e textura: crocante, cremoso, suculento. Comida bonita de perto vende mais que plano aberto da cozinha.
  • Som de preparo (chapa, crocância) prende atenção; legenda na tela para quem assiste sem som.
  • Oferta clara: o que é, quanto custa, como pedir. “Combo casal por R$ 89,90. Peça pelo WhatsApp.”
  • Prova social: nota alta, avaliações reais e cliente recebendo o pedido.
  • Varie os criativos: teste 3 a 5 ao mesmo tempo e troque os que cansaram. O mesmo vídeo por meses perde desempenho.
  • Produto real. Nada de imagem de banco: o cliente compara com o que chega.
Copy que funciona em delivery: use a mesma lógica da descrição do cardápio. Frase de impacto, ingredientes com sabor e textura, fechamento emocional e chamada para ação. Exemplo: “Suculência em cada mordida. Blend de 150 g, cheddar cremoso e bacon crocante no brioche tostado. Sexta merece. Peça agora pelo WhatsApp e receba quentinho em casa.”

Orçamento inicial: exemplo prático

Para uma loja que está começando no tráfego pago, um teste de 30 dias com R$ 30 por dia (R$ 900 no mês) já gera dados para decidir. Um exemplo de divisão:

CampanhaVerba diáriaVerba no mês
Mensagens no WhatsApp (aquisição, raio de entrega)R$ 20R$ 600
Recompra (clientes e quem interagiu)R$ 6R$ 180
Pesquisa local no Google ou reforço de fim de semanaR$ 4R$ 120
TotalR$ 30R$ 900

Os valores são um ponto de partida, não uma regra. O orçamento certo depende da cidade, da concorrência e da capacidade da loja. O mais importante é manter a verba estável por alguns dias antes de mexer: mudanças diárias atrapalham o aprendizado dos algoritmos.

Tráfego pago feito por especialistas em delivery

A DeliveFood cria e gerencia campanhas no Meta Ads e no Google para lojas de delivery, integradas ao cardápio, ao preço por canal e às campanhas do iFood.

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Métricas: como saber se o anúncio está dando lucro

As métricas que importam

MétricaFórmulaO que mostra
CPMInvestimento ÷ impressões × 1.000Custo para aparecer mil vezes
CTRCliques ÷ impressões × 100Se o criativo chama atenção
CPCInvestimento ÷ cliquesCusto de cada clique
Custo por conversaInvestimento ÷ conversas iniciadasCusto de cada contato no WhatsApp
Taxa de fechamentoPedidos ÷ conversas × 100Se o atendimento converte
Custo por pedidoInvestimento ÷ pedidosA métrica que manda
ROASFaturamento dos pedidos ÷ investimentoQuanto volta em vendas para cada R$ 1

Exemplo calculado (30 dias, R$ 900 investidos)

  • Impressões: 90.000. CPM = 900 ÷ 90.000 × 1.000 = R$ 10,00.
  • Cliques: 1.350. CTR = 1.350 ÷ 90.000 × 100 = 1,5%. CPC = 900 ÷ 1.350 = R$ 0,67.
  • Conversas no WhatsApp: 300. Custo por conversa = 900 ÷ 300 = R$ 3,00.
  • Pedidos fechados: 120. Taxa de fechamento = 120 ÷ 300 = 40%. Custo por pedido = 900 ÷ 120 = R$ 7,50.
  • Ticket médio: R$ 60. Faturamento = 120 × 60 = R$ 7.200. ROAS = 7.200 ÷ 900 = 8,0.

Os números são ilustrativos: cada cidade, produto e criativo dá resultados diferentes. O que importa é o método de leitura.

ROAS não é lucro: a conta que falta

Um ROAS de 8 parece ótimo, mas o anúncio se paga com a margem de contribuição, não com o faturamento. Suponha que, no canal próprio, depois de CMV, taxa de pagamento, impostos e entrega, sobrem 55% de cada pedido:

  • Margem de contribuição dos pedidos: 7.200 × 55% = R$ 3.960.
  • Menos o investimento: 3.960 − 900 = R$ 3.060 de contribuição líquida para pagar custos fixos e gerar lucro.
  • ROAS de equilíbrio = 1 ÷ margem de contribuição % = 1 ÷ 0,55 = 1,82. Abaixo disso, o anúncio dá prejuízo já no primeiro pedido.
  • Custo por pedido máximo no primeiro pedido = ticket × margem % = 60 × 55% = R$ 33,00.

Comparando com o custo de um pedido no iFood

No iFood Plano Entrega, com referência pública de cerca de 23% de comissão + 3,2% de taxa de pagamento online, um pedido de R$ 60 custa à loja 60 × 26,2% = R$ 15,72 em comissão e taxa, em todo pedido, inclusive na recompra. No exemplo, o pedido via anúncio custou R$ 7,50 na primeira compra, e as próximas compras desse cliente pelo WhatsApp não têm custo de anúncio. Os percentuais do iFood podem mudar e variar por contrato: confira no Portal do Parceiro.

Isso não significa sair do iFood. O marketplace traz clientes que você nunca alcançaria sozinho. Significa que cada canal tem o seu papel: o iFood gera volume e descoberta; o canal próprio, alimentado por tráfego pago, gera margem e recorrência.

Pixel, API de conversões e rastreamento

  • Pixel da Meta e tag do Google no cardápio digital, com eventos de visualização, adição ao carrinho e compra. Muitos sistemas de cardápio digital têm campo próprio para instalar o pixel.
  • API de conversões, quando o sistema oferece, melhora a medição em navegadores que bloqueiam rastreamento.
  • Para WhatsApp: marque as conversas que viraram pedido (etiquetas no WhatsApp Business ou no sistema de atendimento) e anote a origem. Sem isso, você mede conversa e não pedido.
  • Links com parâmetros UTM para separar a origem dos pedidos no cardápio digital.
  • No iFood não há pixel do anunciante: para medir anúncios que levam ao iFood, compare os pedidos do Portal no período da campanha com o período anterior, usando o mesmo dia da semana como base.

Como integrar tráfego pago com iFood e canal próprio

  1. Loja nova no iFood: anúncios com link para a loja no iFood podem acelerar os primeiros pedidos e avaliações. Combine com Campanha Inteligente e cardápio bem montado (veja montagem de cardápio no iFood).
  2. Loja estabelecida: direcione o tráfego pago para o canal próprio, onde a margem é maior e o contato do cliente fica com você.
  3. Preço do canal próprio competitivo: como não há comissão de marketplace, dá para oferecer preço melhor ou combo exclusivo e ainda ter margem maior.
  4. Converta clientes do iFood em clientes diretos dentro das regras da plataforma: embalagem com identidade da marca e presença forte no Instagram ajudam o cliente a lembrar de você.
  5. Recompra: lista de clientes do WhatsApp, mensagens com ofertas da semana e campanhas de público personalizado.
  6. O próprio iFood também oferece formatos de anúncio dentro do aplicativo. Avalie no Portal do Parceiro e compare o custo por pedido com o das suas campanhas externas.

Google para delivery: o básico que dá resultado

  • Perfil da Empresa no Google completo: categoria, horário, fotos, link do cardápio e do WhatsApp, avaliações respondidas. É gratuito e aparece nas buscas locais.
  • Campanhas de pesquisa com palavras de intenção local: “pizzaria delivery [bairro]”, “hamburgueria perto de mim”, “açaí delivery”.
  • Palavras negativas para evitar cliques inúteis: “receita”, “como fazer”, “vagas”, “emprego”.
  • Segmentação por raio igual à área de entrega.
  • Extensões de chamada e de local para facilitar o contato direto.

Erros comuns no tráfego pago para delivery

  1. Impulsionar post com objetivo de engajamento esperando pedidos.
  2. Raio maior que a área de entrega.
  3. Anunciar sem saber a margem de contribuição do canal.
  4. Medir sucesso por curtidas, alcance ou conversas, e não por pedidos.
  5. WhatsApp sem atendimento rápido: a conversa esfria e o pedido vai para a concorrência.
  6. Criativo com foto escura, de banco de imagem ou sem oferta clara.
  7. Mudar orçamento e público todo dia e não deixar a campanha aprender.
  8. Rodar anúncio com a loja fechada ou sem capacidade de produção.
  9. Usar o mesmo vídeo por meses.
  10. Não ter estratégia de recompra para quem já comprou.

Checklist de tráfego pago para delivery

  • [ ] Produto, operação e tempo de entrega estáveis
  • [ ] Margem de contribuição do canal próprio calculada
  • [ ] ROAS de equilíbrio e custo por pedido máximo definidos
  • [ ] WhatsApp ou cardápio digital prontos para receber pedidos
  • [ ] Pixel, tag e UTMs instalados
  • [ ] Raio igual à área de entrega
  • [ ] 3 a 5 criativos em vídeo vertical com oferta clara
  • [ ] Verba concentrada nos horários de decisão
  • [ ] Pedidos de anúncio marcados e contados
  • [ ] Campanha de recompra para a base de clientes
  • [ ] Revisão semanal de custo por pedido e troca de criativos

A DeliveFood e o tráfego pago para delivery

A DeliveFood é especialista em tráfego pago para delivery porque enxerga o anúncio dentro da operação inteira da loja: cardápio, preço por canal, campanhas do iFood, entrega e recorrência. Com mais de 300 marcas atendidas e mais de 150 lojas ativas no iFood, 99Food e Keeta, sabemos quanto cada pedido precisa deixar para o anúncio valer a pena, e ajustamos a campanha pelo custo por pedido, não por curtidas. Temos cases de lojas que saíram do zero para mais de R$ 150 mil de faturamento em menos de 1 ano.

Quer saber se tráfego pago faz sentido para a sua loja agora? Agende uma Análise de Loja de 1 hora por R$ 99,90 pelo WhatsApp, ou conheça a Gestão de Lojas e o Serviço Full DeliveFood. Para calcular a margem de cada canal antes de anunciar, use o PriceFood.

Perguntas frequentes

Quanto investir em tráfego pago no delivery?

Para começar, um teste de 30 dias com um valor diário fixo (por exemplo, R$ 30 por dia) já gera dados. O orçamento ideal é o que mantém o custo por pedido abaixo do máximo que a sua margem permite e que a cozinha consegue atender.

Qual o melhor objetivo de campanha para delivery no Instagram?

Para lojas que vendem pelo WhatsApp, o objetivo de mensagens costuma ser o mais direto. Para lojas com cardápio digital e pixel instalado, o objetivo de vendas. Evite o objetivo de engajamento quando a meta é pedido.

Qual raio usar nos anúncios de delivery?

O mesmo da sua área de entrega, normalmente de 3 a 5 km a partir da loja. Anunciar para quem você não consegue entregar desperdiça verba.

O que é um bom ROAS para delivery?

Depende da sua margem. Calcule o ROAS de equilíbrio dividindo 1 pela margem de contribuição em percentual. Com 55% de margem, o equilíbrio é 1,82; acima disso, o anúncio contribui para pagar custos fixos e gerar lucro.

Vale fazer anúncio levando para o iFood?

Pode valer para lojas novas que precisam dos primeiros pedidos e avaliações. Para lojas estabelecidas, levar o tráfego para o canal próprio costuma deixar mais margem e garante o contato do cliente para recompra.

A DeliveFood faz tráfego pago para delivery?

Sim. A DeliveFood cria e gerencia campanhas no Meta Ads e no Google para lojas de delivery, integradas ao cardápio, à precificação por canal e às campanhas do iFood.

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Edson de Almeida Junior
Fundador da DeliveFood Consultoria · +300 marcas atendidas, +150 marcas ativas no iFood, 99Food e Keeta · Consultoria, gestão de lojas, campanhas, tráfego pago e sistemas próprios (PriceFood, DeliveFlash)

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